FACAS CIRCULARES



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A nossa representada alemã IKS Klingelnberg é uma das líderes na fabricação de facas circulares, e a única fabricante que utiliza um processo de "lapping" no processo de fabricação (ação mecânica controlada para produzir faces extremamente paralelas), tendo como benefício um menor desgaste axial que qualquer outra faca.
Disponíveis em diversas qualidades de materiais, as facas da IKS Klingelnberg, fabricadas em máquinas de altíssima precisão, com tolerâncias muito pequenas, proporcionam uma melhor qualidade de corte e maior vida das facas, resultando em economia e maior produtividade para o cliente. Superfícies polidas também estão disponíveis.

Os elementos básicos do corte por cisalhamento são:

Afiação e perfil da faca;
Desgaste e vibração da faca;
Ângulo de corte;
Sobreposição / profundidade da faca;
Pressão lateral da faca;
Material a ser cortado.

Perfil e Afiação das Facas:

Uma faca bem afiada e polida, sem rebarbas, produz um corte mais limpo e mais preciso. Entretanto, a determinação de quando ela está afiada e quando necessita de substituição desperta a atenção do operador. Os operadores de máquinas precisam ser muito bem treinados para observarem e corretamente apontarem uma faca gasta através do aparecimento de uma banda polida em sua lateral.

Esta banda torna-se mais larga com o aumento do desgaste. Facas são geralmente trocadas ou afiadas quando a largura da banda chega a 0,3 mm. Uma vez monitorada a banda de desgaste, ela poderá ser utilizada como a base para os procedimentos de afiação das facas.

O tipo de material a ser cortado determina o perfil de corte mais apropriado para a faca. Como orientação, quanto maior for a pressão lateral necessária, menor deverá ser o ângulo de corte. Ângulos de afiação maiores reduzem a incidência de lascas, e aumentam a vida das facas. Conforme a faca desgasta, a reação normal dos operadores é de tentar reestabelecer o padrão de corte aumentando a pressão lateral. Isto não melhorará a qualidade de corte, pois a fibra ficará esmagada na abertura entre a faca e a contra faca. Também existirá a possibilidade de que a faca remonte sobre a contra faca, principalmente se pouca sobreposição / profundidade estiver sendo utilizada.

Com sistemas de corte com porta-facas de ajuste individual, uma faca poderá ser reafiada até que seu diâmetro não mais alcance o anel da contra faca. Com sistemas de corte do tipo múltiplas facas em um eixo comum, é absolutamente necessário que todas as facas sejam afiadas ao mesmo diâmetro. Isto garante uma sobreposição/profundidade de corte idêntica para todos os cortes longitudinais ao longo da largura da máquina.


Desgaste e Vibração das Facas

O desgaste da faca na direção axial (batimento lateral) e na direção radial (excentricidade) deverão ser mantidas ao mínimo possível, para uma vida de faca otimizada, e uma mínima formação de pó. O desgaste é causado por vários fatores, por exemplo:
- Incorreta afiação da faca (parâmetros de afiação incorretos);
- facas empenadas ou tortas;
- encaixe ruim (diâmetro interno da faca muito grande);
- pó e outros tipos de contaminantes sobre as facas.


Sobreposição / Profundidade e Pressão Lateral

A correta sobreposição / profundidade depende do material a ser cortado.

A pressão lateral necessária para manter a faca e contra faca em contato também varia de acordo com o material a ser cortado. Uma pressão excessiva desgasta rapidamente a faca, enquanto que pressão de menos causa um corte intermitente, irregular, ou pó.


Perfil e Afiação das Facas

O material a ser cortado é a variável mais importante, pois suas características estruturais e seu desempenho como folha, determinarão o melhor método e o material de faca mais adequado. No passado, quando o papel era composto basicamente por fibra virgem, de teor ácido, e os padrões de qualidade eram inferiores, era relativamente fácil cortar. Naquela época, geralmente aços ferramenta (1.2067 / AISI L3) eram utilizados.

Entretanto, desde que a indústria de papel começou a utilizar máquinas mais rápidas e mais produtivas, aliada à procura por folhas de maior alvura e de diferentes qualidades, a necessidade por facas de melhor qualidade, com um alto desempenho de corte, se tornou uma crescente. Esta tendência continuará. Os materiais que são utilizados na fabricação das facas precisam acompanhar as demandas por folhas com maiores índices de cargas, assim como por maiores padrões de qualidade.

A seguir você encontrará os tipos de aço mais comuns para as facas circulares superiores. Através da realização de vários testes com clientes existentes, a IKS Klingelnberg obteve os seguintes resultados para cada material (tipo) de faca.

Não é possível dar uma indicação mais precisa da vida útil (por exemplo, em dias ou horas) pois sempre dependerá da máquina, do ajuste das facas, do porta-faca utilizado, e do papel a ser cortado.


Tipos de aços comuns nas facas circulares superiores

Material
Descrição
Composição (Ligas)
Dureza em Rockwell C
Vida Útil (aprox.)
Aço Ferramenta
1.2067 / AISI L3
1,5% cR
59± 1
1 (base)
HCHC
1.2379 / AISI D2
12% Cr, 0,7% Mo. 1% V
59 ± 1
1,5
1.2436 / AISI D6
12% Cr. 0,7% Tungstênio
59 ± 1
1,5
HSS(Aço Rápido)
1.3343 (AISI M2)
4,2% Cr, 5% Mo, 2% V, 6.5% Tungstênio
62 ± 1
2 - 3
1.3344 (AISI M3)
4,2% Cr, 5% Mo, 3% V, 6.5% Tungstênio
62 ± 1
2 - 3

HSS Sinterizado

HSS Sinterizado 1ª Geração
ASP 2023
4,2% Cr, 5% Mo, 3% V, 6.5% Tungstênio
64 ± 1
4 - 6
HSS Sinterizado 2ª Geração
ASP 2053
4,2% Cr, 3.1% Mo, 8% V, 4.2% Tungstênio
64 ± 1
6 - 10
CPM 10V
5,25% Cr, 1.3% Mo, 9.75% V
64 ± 1
6 - 10
VANADIS 10
8% Cr, 1.5% Mo, 9.8% V
64 ± 1
6 - 10

Os aços rápidos sinterizados da segunda geração possuem um maior teor de vanádio (V) quando comparados ao material ASP 2023. Isto resulta numa maior resistência ao desgaste.

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